Modelo de ocupação e horas faturáveis

O modelo compara as horas que você paga com as horas que chegaram a uma fatura do cliente, pessoa por pessoa. A diferença entre esses dois números é o piso sob a sua tabela de preços, e na maioria das empresas de serviço ela é bem maior do que o dono imagina.
Em qualquer empresa de serviço existem dois custos por hora, e confundi-los sai caro. O primeiro é o custo da hora paga: folha dividida pelas horas que você compra. O segundo é o custo da hora faturável: a mesma folha dividida apenas pelas horas que um cliente aceitou pagar. Com ocupação de 50%, o segundo número é o dobro do primeiro, porque cada hora não vendida é sustentada por uma hora vendida. Uma tabela de preços construída sobre o primeiro número perde dinheiro em todo projeto parecendo cobrir os custos.
A ocupação é fácil de ler como nota de desempenho — e isso é um erro. Quem aparece pior nesta planilha costuma ser exatamente quem traz o trabalho, segura o cliente e impede que os projetos saiam do rumo. Nada disso entra em um apontamento de horas. Leia o número baixo como uma pergunta sobre para que serve a semana daquela pessoa, não como um veredito sobre se ela vale o salário.
A armadilha do outro lado é tratar ocupação alta como meta. Programar a equipe em 90% remove a folga que absorve um atestado, um briefing atrasado ou um cliente que muda o prazo — e os estouros que vêm depois custam mais do que as horas ganhas. O Finmap confronta receita e folha conforme elas acontecem, para que a ocupação continue sendo insumo de planejamento e não um número montado uma vez por ano, quando algo já deu errado.


