Tabela de Amortização de Empréstimo

Cinco entradas — valor, taxa, prazo, data da primeira parcela e qualquer amortização voluntária — produzem a parcela e uma tabela mês a mês: como cada pagamento se divide entre juros e principal, com que velocidade o saldo cai e quanto o empréstimo custa no total.
A parcela em si é a parte fácil, e o banco já informou qual é. A tabela mostra outra coisa: para onde o dinheiro vai. No empréstimo de exemplo, 120.000 em cinco anos a 11,5%, a primeira parcela de 2.639,11 é 1.150 de juros e apenas 1.489,11 de principal: 43,6% dela é aluguel do dinheiro, não avanço sobre a dívida. Essa proporção melhora a cada mês, e é exatamente por isso que amortizar cedo vale muito mais do que amortizar tarde.
A coluna de amortização extra é a razão para manter esta planilha em vez de confiar no número do banco. Mais 200 por mês liquidam o mesmo empréstimo em 55 meses em vez de 60 e economizam 3.766 de juros — 34% de retorno sobre os 11.000 de caixa a mais, cálculo que o modelo faz para você comparar com o que esse mesmo dinheiro renderia dentro do negócio. Às vezes ele perde a comparação, e esta é a única forma de descobrir.
Há ainda o custo que ninguém cita. Os juros de todo o prazo somam 38.347 no exemplo, ou 32% do valor tomado, e as tarifas de contratação vêm por cima. Expresso por 1.000 tomados, vira um número que permite comparar duas propostas — o que importa, porque uma taxa menor em um prazo mais longo costuma ser o empréstimo mais caro.
O último bloco é aquele que o credor olha: o lucro operacional disponível para a dívida dividido pelo compromisso mensal. Abaixo de 1,25 vez a parcela a coisa fica apertada, e um mês fraco sai do capital de giro. Essa é uma pergunta de fluxo de caixa, não de empréstimo, e o Finmap a responde pelo outro lado — mostrando a parcela dentro da sua previsão, ao lado de tudo o mais que sai da conta naquele mês.


