Alocação de Receita e Reserva de Impostos

A maioria dos donos paga as despesas primeiro e chama de lucro o que sobreviveu. Este modelo inverte a ordem: cada entrada é dividida no instante em que chega, e a conta operacional só enxerga a parte que lhe cabe.
A divisão são cinco potes e precisa somar exatamente 100% — a planilha confere e avisa. Nos dados de exemplo são 20% impostos, 15% pró-labore, 50% operacional, 10% lucro e reserva, 5% fundo de equipamentos. Dá para discutir essas proporções; o que importa é que foram decididas antes, e não descobertas no fim do mês.
Doze meses de entradas mostram então quanto cada pote deveria ter recebido: de 5.403.000 que entraram, 1.080.600 pertencem ao fisco e nunca pertenceram ao negócio. A tabela de contas abaixo compara o que foi alocado, o que já foi pago, o que deveria restar e o que de fato está lá. No exemplo falta em todos os potes, e no de impostos faltam 158.600 — dinheiro que foi para outro lugar e terá de voltar quando a apuração vencer.
A segunda planilha testa o mecanismo num trimestre real. Três meses de reserva acumulam 250.600 contra uma guia de 238.000, e 12.600 seguem adiante. Ela também funciona ao contrário: mostra a alíquota que a guia realmente exige, para comparar com a fatia escolhida. Se o pote vive faltando, o errado é o percentual, não a disciplina.
A razão pela qual isso funciona não tem nada de espetacular. As despesas se expandem até o tamanho da conta de onde saem, então limitar a fatia operacional é desconfortável por um mês e depois vira o normal — o mesmo mecanismo que faz um débito automático funcionar melhor que boas intenções. O Finmap separa o dinheiro por finalidade automaticamente, e é essa a versão que sobrevive a um trimestre cheio.


