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Rentabilidade de projetos: como organizar a gestão financeira na construção civil
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Rentabilidade de projetos: como organizar a gestão financeira na construção civil

Sergiy Shuldik
Sergiy Shuldik
Especialista financeiro na Finmap

Finanças não perdoam achismos. Se você controla tudo no estilo “depois eu anoto no caderno” ou “vou lembrar”, prepare-se para o caos financeiro.

Uma conta, várias frentes e clientes — e, de repente, você já não entende mais o que está gerando lucro e o que só está drenando recursos.

Como perceber a tempo que uma frente está consumindo todo o seu lucro? Sem um sistema de gestão claro, você corre o risco de nem notar que o dinheiro simplesmente está sumindo e que a empresa está caminhando para um desastre financeiro. Vamos entender como identificar o problema cedo e assumir o controle das finanças antes que seja tarde demais.

Várias frentes — uma resposta: calcular a rentabilidade

Se você tem várias frentes de negócio, já não é apenas um empreendedor — é dono de um portfólio de miniempresas. E cada uma tem sua própria economia. A única questão é se você consegue enxergar isso.

Para entender o que realmente funciona, você precisa calcular a rentabilidade de cada frente separadamente.

Rentabilidade não é só um percentual em um relatório. É um indicador de eficiência que mostra o quanto o negócio usa seus recursos de forma produtiva para gerar lucro.

O tipo mais importante costuma ser a rentabilidade sobre vendas, e quanto maior o número — melhor a empresa controla seus gastos:

Rentabilidade = (Lucro / Receita) × 100%

Por exemplo, se você teve R$ 80.000 de receita em um determinado projeto, e o lucro líquido dessa frente foi de R$ 20.000, a rentabilidade é calculada assim:

(20.000 / 80.000) × 100% = 25%

Isso significa que cada real faturado gera R$ 0,25 de lucro líquido.

Product (production) profitability
Os tipos mais comuns de rentabilidade e as fórmulas para calculá-los
Return on assets (ROA)
Os tipos mais comuns de rentabilidade e as fórmulas para calculá-los
Return on Equity (ROE)
Os tipos mais comuns de rentabilidade e as fórmulas para calculá-los
Return on investment (ROI)
Os tipos mais comuns de rentabilidade e as fórmulas para calculá-los

Se você entende a rentabilidade e sabe “ler” esse indicador, a pergunta “onde encontrar dinheiro?” se resolve sozinha.

Porque, se uma frente entrega só 5% de rentabilidade enquanto outra chega a 28%, fica claro onde investir mais tempo e recursos, e o que parar antes que seja tarde demais.

Quando existe negócio, mas não sobra dinheiro — o problema não é o mercado, é a gestão financeira

Gerenciar por centros de lucro não é capricho, é ferramenta de sobrevivência. Se você não enxerga a rentabilidade separadamente, significa que não está gerindo o negócio — está apenas reagindo aos problemas depois que eles aparecem.

Com essa percepção, o dono de uma construtora que oferece vários tipos de serviço procurou a Finmap.

A empresa atua com construção, executa reformas e vende materiais de construção. Cada uma dessas frentes tem seus próprios clientes, contratos e pagamentos.

Mas organização financeira passava longe. O dono reclamava que, em alguns meses, seus mestres de obra ganhavam salários maiores do que ele conseguia retirar em dividendos.

Às vezes, eu deitava à noite e passava metade da madrugada tentando montar o quebra-cabeça na cabeça, entender onde eu estava errando. Talvez outra pessoa já tivesse fechado tudo e voltado a fazer reformas comuns. Mas eu não conseguia simplesmente desistir! — Dono de uma construtora

Para seguir em frente, era preciso otimizar processos e definir claramente os principais indicadores financeiros. O dono da empresa identificou alguns pontos obrigatórios que queria acompanhar:

  1. Lucro e rentabilidade de cada frente. É importante conseguir abrir um relatório, por exemplo, de “Construção”, e entender com clareza a receita, as despesas, a margem e a rentabilidade daquela frente. Isso ajuda a avaliar se vale a pena continuar atuando nessa área.
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  2. Resultados por cliente e projeto. É essencial enxergar quais pedidos não geram lucro e se é necessário ajustar os preços dos serviços de construção e reforma para evitar contratos deficitários.
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  3. Resultado geral da empresa. A possibilidade de determinar quanto lucro pode ser direcionado para dividendos e quanto deve ser reinvestido no desenvolvimento do negócio.
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  4. Otimização dos processos de caixinha. Os mestres de obra lidam constantemente com dinheiro em espécie, e controlar despesas que acontecem várias vezes ao dia sem um sistema adequado é extremamente difícil. Era necessário implementar um mecanismo que permitisse controlar esses gastos com facilidade e garantisse transparência.

Por falta de tempo para desenvolver e criar planilhas complexas no Excel, as soluções automatizadas da Finmap se tornaram a escolha ideal para uma gestão financeira eficiente.

Como a Finmap ajuda a estruturar as finanças e tomar decisões estratégicas

A experiência da construtora mostra que, quando o negócio cresce em várias frentes, a gestão financeira sem sistema pode virar caos rapidamente. Abaixo, veja um breve resumo das principais soluções que transformaram a gestão financeira interna da empresa.

Três frentes — três realidades financeiras separadas

O sistema de gestão financeira da Finmap inclui uma funcionalidade específica para separar frentes de negócio — Projetos. Esse recurso pode ser usado para marcar não apenas tipos de atividade, mas também as cidades ou países onde a empresa atua, unidades, obras, pedidos etc.

A empresa dividiu sua atividade em três frentes principais:

  • Construção
  • Reformas
  • Venda de materiais

Cada pagamento foi marcado com um projeto — manualmente ou usando regras automáticas. Depois de algumas semanas, o sistema reuniu o panorama completo — o lucro e a rentabilidade calculada automaticamente de cada frente passaram a ser acompanhados em tempo real.

Finmap test company example: Projects report
Exemplo de empresa de teste na Finmap: relatório de Projetos

Como garantir uma análise completa por cliente

Além dos Projetos, os registros de pagamento também incluem tags — nomes das obras e dos locais onde as equipes estão trabalhando. Isso permite que a empresa, em poucos segundos:

  • filtre todas as despesas e receitas por um cliente ou obra específica;
  • veja quanto cada obra gerou;
  • gere um relatório com o nível de detalhe desejado.

Um bônus muito bem-vindo foi a possibilidade de planejar todas as entradas e saídas por projeto e não apenas ver a situação atual do orçamento, mas também prever o resultado futuro.

Relatório de “Lucro”: decisões estratégicas, não achismo

Depois que a gestão financeira foi implementada, o relatório DRE se tornou a principal fonte de respostas para o dono:

  • Qual é o lucro real da empresa?
  • Quanto posso retirar em dividendos agora — sem prejudicar os próximos períodos?
  • Qual projeto vale a pena escalar?
  • Onde estamos perdendo margem, mesmo quando parece que “está tudo bem”?

Relatórios personalizados também foram criados com base em filtros salvos. Isso detalhou os resultados financeiros de cada projeto. Agora o dono tem informações bem fundamentadas sobre os indicadores de rentabilidade de cada um.

Finmap test company example: Profit report
Exemplo de empresa de teste na Finmap: relatório de Lucro

Caixinha sem caos: aplicativos móveis

A questão do caixinha foi resolvida de forma muito sustentável. Uma conta separada foi criada para cada mestre de obra. Sem acesso ao orçamento geral da empresa — apenas aos valores sob sua responsabilidade.

Os funcionários não sofrem mais com a prestação de contas, porque agora conseguem lançar a despesa na hora pelo aplicativo móvel, anexar ou tirar uma foto do comprovante e não se preocupar em esquecer alguma compra.

Resultado:

  • menos estresse para os funcionários;
  • visão financeira completa para o gestor;
  • zero perdas e confusão.

Essa solução não apenas melhorou a gestão financeira, como também reduziu a tensão dentro da empresa. Os mestres de obra não perdem tempo depois do expediente nem nos fins de semana — eles registram os dados imediatamente na obra, o que é prático tanto para a equipe quanto para a gestão.

Este caso não é uma exceção — é um exemplo de como uma boa análise financeira transforma a gestão do negócio.

A Finmap não apenas reuniu números em um só lugar — deu ao dono uma visão clara do que funciona e do que está puxando a empresa para baixo.

Enquanto outros contam com o feeling, essa empresa toma decisões com base em fatos. Porque negócio não é jogo de sorte. É sobre controle, estrutura e confiança no amanhã.

Quer tomar decisões bem fundamentadas em vez de depender da sorte? Trabalhe com números — trabalhe com a Finmap.

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Sergiy Shuldik
Sergiy Shuldik
Especialista financeiro na Finmap
  • Consultoria em atividades comerciais e gestão. Planejamento e estratégia financeira.
  • CFO, NDA (2023–2025).
  • Analista de segurança financeira e econômica na Letishops LLC (2019–2021).
  • Contador-chefe, setor público / Ministério da Defesa da Ucrânia (2014–2019).

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Perguntas frequentes

Como calcular a rentabilidade de uma obra?

A rentabilidade mostra com que eficiência um projeto transforma faturamento em lucro e é calculada como (Lucro / Faturamento) × 100%. Por exemplo, uma obra que gera US$ 80.000 de faturamento e US$ 20.000 de lucro líquido tem 25% de rentabilidade, ou seja, cada dólar faturado gera US$ 0,25 de lucro líquido. Acompanhar esse indicador por projeto ajuda você a comparar frentes de atuação e decidir onde vale a pena investir.

Classifique cada pagamento por frente de negócio, como construção, reforma ou venda de materiais, para que cada uma funcione como um centro de lucro. No Finmap, isso é feito com o recurso de Projetos, que separa em tempo real receitas, despesas, margem e rentabilidade de cada frente. Depois de algumas semanas, você tem uma visão clara de quais áreas dão lucro e quais consomem recursos.

O principal risco é que pagamentos pequenos e frequentes em dinheiro fiquem sem registro, tornando impossível conferir os custos do canteiro. Crie um sistema único em que cada movimentação de caixa pequeno seja registrada e vinculada ao canteiro ou cliente correto, de preferência pelo celular, na hora. Assim, as despesas ficam transparentes e cada custo é associado à obra que o gerou.

Baseie a decisão em um relatório de DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), e não no saldo atual da conta, que pode enganar. O relatório mostra o lucro real da empresa por frente de negócio, permitindo ver quanto pode ser retirado com segurança como dividendos e quanto deve ser reinvestido. Assim, a decisão sobre dividendos deixa de ser um palpite e passa a ser guiada por dados.

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