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O que investidores perguntam a fundadores de DefTech: 7 números que você precisa ter na due diligence
Eu queria ter sabido disso antes
Finanças

O que investidores perguntam a fundadores de DefTech: 7 números que você precisa ter na due diligence

Olena Smolikova
Olena Smolikova
Especialista financeira na Finmap

Equipes de DefTech muitas vezes chegam diante de um investidor com uma tecnologia forte e números fracos. O produto impressiona, a demonstração funciona — até que o investidor pede um modelo financeiro e o histórico das métricas. Aí começa a correria, com planilhas montadas às pressas de um dia para o outro.

Para um investidor, isso é um sinal de alerta. A tecnologia mostra que você consegue criar um produto. Os números mostram se você consegue tocar uma empresa e administrar o dinheiro dela. A due diligence avalia justamente essa segunda parte — e montar um modelo financeiro uma semana antes da reunião já é tarde demais.

A boa notícia: os números que vão te pedir já são previsíveis. Se você organiza a contabilidade e o financeiro desde o primeiro dia, entra na rodada preparado, em vez de tentar reconstruir sua história depois.

Por que investidores olham para os números, não só para a tecnologia

O investidor vê a tecnologia na demonstração. Mas se a empresa sobrevive até a próxima rodada — e se vai queimar o dinheiro dele à toa ou não — isso só aparece nos números. Por isso, as perguntas não são sobre o drone; são sobre como você controla as contas.

"Não foram as perguntas técnicas que nos derrubaram. O que nos derrubou foi um simples ‘mostrem o burn rate e o runway de vocês’ — não conseguimos informar esses números com segurança, e basicamente foi ali que a conversa sobre a rodada acabou."

Números financeiros claros apresentados a investidores em um dashboard

Os 7 números que você precisa apresentar

Estas são as métricas que quase certamente vão te pedir. Cada uma precisa ser mais do que um chute aproximado — precisa estar apoiada em um histórico de transações:

MétricaO que ela mostra ao investidor
RunwayPor quantos meses o caixa dura no ritmo atual
Burn rateQuanto a empresa queima de caixa por mês
Receita e composição por fonteQuanto vem de grants, de contratos e de vendas comerciais
Margem unitáriaO custo real e a rentabilidade do produto
Pipeline de contratosReceita contratada já prevista para os próximos períodos
Ciclo de caixaAtrasos de pagamento em contratos governamentais e contas a receber
Modelo financeiro para 12–24 mesesPara onde o dinheiro do investidor vai e o que ele financia

Nenhum desses números é sobre a tecnologia. Todos são sobre como a empresa controla o dinheiro. E você precisa ser capaz não só de citar cada um, mas também de mostrar de onde ele veio.

O que acontece quando os números não existem

Métricas ausentes passam uma mensagem clara: o time é forte em engenharia, mas não controla as finanças. As consequências são bem concretas:

  • Valuation mais baixo. O risco para o investidor é maior — então o preço da rodada fica pior para você.
  • Processo mais demorado. A due diligence se arrasta, porque os números precisam ser reconstruídos e verificados.
  • Perda de confiança. Se você diz que o burn rate está “mais ou menos em torno de”, o investidor começa a duvidar de todo o resto.
  • Rodada perdida. Alguns deals nunca fecham — não por causa do produto, mas pelo caos nos números.

"Quando voltamos ao investidor com um modelo financeiro limpo e um histórico real dos números, a conversa foi completamente diferente. Mesmas pessoas, mesmo produto — mas agora eles acreditavam na gente."

Uma conversa de captação que vai bem depois que os números estão prontos

Por que você precisa de uma pessoa de finanças aqui

Reunir esses sete números e construir um modelo financeiro em que o investidor acredite é um trabalho à parte — algo que um time de engenharia raramente consegue fazer sozinho. Uma pessoa de finanças estrutura os relatórios e as métricas para que eles resistam à due diligence, em vez de desmoronar na primeira pergunta de acompanhamento.

Para esses números existirem de verdade, o financeiro precisa ser organizado desde o começo, não montado às pressas logo antes da rodada. No Finmap, seu fluxo de caixa, receita por fonte, margem e ciclo de caixa ficam em um só lugar — e o modelo financeiro para o investidor é construído com dados reais, não com planilhas feitas de madrugada.

📌 Prepare seus números para a rodada com antecedência. Agende um diagnóstico financeiro gratuito com a Finmap — um especialista em finanças vai organizar suas métricas e seu modelo financeiro em um formato que passa pela due diligence. Sem compromisso.

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Olena Smolikova
Olena Smolikova
Especialista financeira na Finmap
  • Chefe do departamento financeiro, Beauty Hub Ltd (2020–2024).
  • Chefe de contabilidade gerencial e orçamento, Intime LLC (2016–2020).
  • Economista sênior, EdYouGet LLC (2015–2016).
  • Economista com funções de diretora financeira adjunta, Ukrainian Media Holding (2008–2015).

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Perguntas frequentes

O que são runway e burn rate, em termos simples?

Burn rate é quanto dinheiro a empresa gasta por mês além do que ela ganha. Runway é por quantos meses o caixa disponível aguenta nesse ritmo. Juntos, eles mostram ao investidor quanto tempo a empresa tem antes de o dinheiro acabar.

Sim. No estágio inicial, ninguém espera projeções perfeitas, mas esperam que você entenda a economia do negócio: burn rate, runway, custo unitário, para onde vai o dinheiro da rodada. Isso é um nível básico de controle, não um sinal de maturidade.

Separe a receita por origem e mostre cada uma individualmente. O investidor precisa ver quanto da receita é dinheiro carimbado de grants, quanto vem de contratos com o governo sujeitos a atrasos de pagamento e quanto é receita comercial recorrente. Em termos de qualidade, são tipos de dinheiro diferentes.

Se a contabilidade estiver organizada desde o início, os números saem dos dados existentes em questão de dias. Se estiver tudo espalhado em planilhas, reconstruir o histórico leva semanas — e muitas vezes é justamente esse tempo que você não tem antes de uma rodada.

Não é um produto fraco, mas a bagunça nos números: o time não consegue dizer com segurança qual é o burn rate, o runway ou a margem, nem mostrar de onde eles vêm. Isso abala a confiança em todo o resto e pode reduzir a valuation ou fazer a rodada desandar.

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